quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A beleza compensa (trecho)


Novos estudos mostram que a aparência é fator determinante no sucesso profissional – e que não há nada errado em usá-la

IVAN MARTINS E TERESA PEROSA


capa_Revista Época_697 (Foto: Editora Globo)
Num planeta de quase 7 bilhões de habitantes, nosso planeta, há uma elite de aproximadamente 200 milhões de pessoas que não se destaca pela fortuna, pelo poder ou pela inteligência – mas que constitui, ainda assim, um grupo privilegiado, cuja vida é mais fácil e mais promissora. Eles recebem mais atenção quando crianças, tendem a ser mais populares na adolescência, conseguem amor e sexo mais fácil quando se tornam adultos e, segundo as pesquisas, ganham melhor na carreira profissional e têm facilidade para se casar com gente rica. Contra os privilégios desse grupo, presente em todas as sociedades e classes sociais, não há mobilização política ou denúncias. Sua influência é tão antiga como a existência do homem e, nos últimos séculos, só fez crescer. Em vez de combatê-la, a maioria tenta, desesperadamente, integrar-se à minoria formada por 2% dos homens e 3% das mulheres – a das pessoas extraordinariamente bonitas.
Dois livros publicados no exterior nas últimas semanas capturam na exata medida os privilégios que cercam esse grupo restrito: Beauty pays: why atractive people are more successful (A beleza rende, por que as pessoas atraentes têm mais sucesso), do economista americano Daniel Hamermesh, e Honey money: the power of erotic capital (Dinheiro doce, o poder do capital erótico), da socióloga inglesa Catherine Hakim. Amparadas em dezenas de pesquisas e cuidadosamente embaladas para causar impacto, as duas obras sustentam, com abordagens diferentes, a mesma tese: tanto na vida pessoal quanto na vida profissional, as pessoas bonitas obtêm vantagens econômicas quantificáveis. Sempre se soube que os seres humanos excepcionalmente bonitos gozavam alguns privilégios em relação aos demais. Agora, o senso comum tornou-se mensurável.
Para captar esse fenômeno, Hakim, professora da London School of Economics,
criou o conceito de “capital erótico”, que envolve, além da beleza física, virtudes como charme, desenvoltura, elegância e sensualidade (leia o quadro abaixo). É uma adição atrevida às três formas de capital consagradas pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu: o capital econômico (o que temos), o capital humano (o que sabemos) e o capital social (quem conhecemos). Hakim diz que as pesquisas realizadas nos Estados Unidos e no Canadá demonstram claramente que homens atraentes (quer dizer, com mais capital erótico) ganham entre 14% e 27% mais que os homens não atraentes – considerando que tudo o mais entre eles seja equivalente. Para as mulheres, a diferença varia entre 12% e 20%. “É uma coisa tremenda”, disse ela a ÉPOCA. “Como fator absoluto, apenas a inteligência, medida por testes de Q.I., tem uma influência tão direta na renda.”
Hamermesh, um respeitado especialista em salários da Universidade do Texas, é mais comedido. Ele estuda apenas os efeitos da beleza facial, sem misturá-la a outros fatores. Sua principal preocupação, como economista, é demonstrar que a beleza tem valor de mercado. Primeiro, por ser universalmente reconhecível. “Ela parece subjetiva, mas não é”, diz ele. “Tendemos a concordar espantosamente em relação às pessoas que são realmente bonitas.” O outro pilar na sustentação teórica do valor da beleza está na escassez. Os 2% ou 3% de pessoas bonitas na população são raros o suficiente para que haja mais demanda do que oferta por elas. Logo, criam-se um mercado e um valor mensurável para a beleza humana. Hamermesh calcula que, na média, ao longo de uma vida inteira de trabalho, um profissional de ótima aparência receba, nos Estados Unidos, cerca de US$ 230 mil (algo como R$ 400 mil) a mais que alguém de má aparência. “É um pouco menos do que a vantagem conferida por uma boa educação universitária”, disse ele a ÉPOCA. “Não é tudo, mas faz uma grande diferença.”
 Comentários da Setembro.net por Suely Cândido:
A imagem é tudo no mundo corporativo?
Infelizmente a resposta é sim. Desde a primeira entrevista de emprego, ao dia a dia no ambiente de trabalho, ter uma postura associada a elegância e ao bem vestir passou a ser vista não só como um luxo mas como uma necessidade. A aparência impecável, sobretudo para as mulheres passou a ser cobrada como um cartão de visitas da empresa, excetuando-se os ambientes de trabalho em que o uso do uniforme se faz presente e mesmo assim os cuidados pessoais, o zelo com o uniforme e também o cuidado com o excesso de maquiagem são observados. Para os homens, uso do terno de corte e tons adequados, calçado limpos e gravatas em tons neutros e sóbrios são sempre bem-vindos... e isso tudo não é um investimento barato!
Dentro deste universo tão peculiar associe a isso o uso de celulares de ultima geração, notebooks, tablets, e-books, carro, contribuições sindicais, compra de livros técnicos e específicos da área e outros tantos investimentos pessoais para se manter na carreira que se não houver qualquer contrapartida da empresa,  pode sair muito mais caro do que se imagina trabalhar nesta corporação.
Tanto para homens quanto para mulheres ter um  foco profissional e manter-se em sua carreira seja em qual empresa for a boa aparência associada a alto estima elevada ajuda, mas não basta... É necessário investimentos em estudo qualificado e também em acessórios que demonstrem sucesso e estilo. O mercado de trabalho está cada vez mais exigente e o perfil informal nem sempre é o mais adequado mesmo em organizações e agencias de trabalho mais descontraídas. Um funcionário bem arrumado influencia o ambiente de trabalho com uma postura de otimismo e sucesso. Transmite segurança no que faz e diz e isso para seu chefe também conta muito.

Sobretudo nas áreas administrativas e de atendimento direto, pode acreditar que tudo isso que foi dito conta muito e esta reportagem nos mostra que devemos usar  a aparência ao nosso favor, unindo-a ao nosso conhecimento específico, mantendo uma postura elegante e respeitosa no trajar e deixando o uso de roupas informais apenas para os momentos de lazer e happy hour após o expediente.

Luxo? Investimento? Até quando a aparência fala mais alto do que o nível acadêmico e as especializações
Esta resposta cabe ao bom senso de cada um.


Até a próxima pessoal.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

As redes sociais pelo mundo


O Mashable reuniu em um infográfico como as redes sociais “se comportam” ao redor do mundo.
Está em inglês mas é bastante auto-explicativo (e não precisa de muitas traduções).
Infelizmente, as informações sobre a China e a Índia não forma muito fáceis de serem acessadas, então os dois países forma deixados de lado.

Comentários da Setembro.net por Cláudia Oliveira:

Ao analizarmos o comportamento social na web vemos o Brasil em sexto lugar no ranking da disputa de posições no quem é quem nas redes sociais. Não podemos esquecer que estamos em um pais em igualdade de posições no que diz respeito a população mas perdemos e muito quando se fala em tecnologia, Estados Unidos e Japão tem igualmente esta grande obsessão por tudo que é novo, tecnológico e futurístico. Ainda estamos caminhando para termos acesso a um mundo que infelizmente ainda não é nosso.


Nos chamou atenção a liderança da Alemanha entre os países da Europa com o terceiro lugar entre os usuários das principais redes sociais. O que também nos mostra um avanço em termos de comunicação e socialização em um pais que tradicionalmente é muito fechado. Como a própria reportagem diz, é uma pena a China e a Índia terem ficado de fora dessa pesquisa, afinal ambos países tem importantes contribuições no setor de tecnologia de comunicação.


Abraços e até a próxima.
Cláudia Oliveira

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Office Web Apps: as aplicações do Office online, agora gratuitas.

Para quem não tem o pacote Office instalado em seu PC, a dica é: – Desde maio já é  possível criar e editar arquivos no WordExcelPower Point ou OneNote através do web app.


Como ele funciona: 
É só clicar em “comece gratuitamente” e inserir um login e senha usado no windows live. Se não tiver pode criar na hora
O que pode ser feito: 
Abrir arquivos nos formatos wordexcelpower Point ou One Note e armazená-los nanuvem.
Acessar e editar a qualquer momento, computador e lugar bastando para isso ter acesso a internet.
Criar e compartilhar arquivos, fazer download de arquivos no computador que estiver usando
Ponto negativo:


A Microsoft demorou tanto para disponibilizar estes recursos que acabou perdendousuários para a Google que já utiliza um dispositivo semelhante. (Google Docs). Nele pode-se fazer tudo isso além de compartilhar documentos on-line e interagir em tempo real através de  chats, por exemplo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sete mitos sobre o uso do LinkedIn para encontrar um novo emprego


Especialista em carreira aponta que essa rede social é uma excelente forma de networking, mas não substitui o recrutamento tradicional.
O LinkedIn tem atraído cada vez mais pessoas em todo o mundo, por conta da promessa de ser a maior rede de contatos profissionais na internet e, portanto, facilitar a recolocação no mercado de trabalho. E a consultora em carreiras Kathy Caprino, que já escreveu diversos livros sobre o assunto, considera que o site tem cumprido muito bem esse papel.
“Você tem a chance de se conectar com pessoas com interesses comuns que, de outra forma, nunca teria oportunidade de conhecer”, aponta Kathy. “Mas, depois de dois anos usando o LinkedIn várias horas por dia – e após aconselhar outras pessoas sobre como construir uma imagem profissional na rede -, eu tenho testemunhado algumas visões distorcidas”, cita a executiva, em um artigo divulgado na Forbes. Segundo ela, muitos indivíduos se enganam em relação às expectativas do que é realmente possível conseguir com essa rede social.
Com base nessa situação, a consultora elencou os sete mitos sobre o LinkedIn, em especial, para quem busca um novo emprego.
Mito 1: O LinkedIn garantirá um emprego
Kathy explica que as pessoas podem procurar vagas abertas no LinkedIn e se candidatar a elas pela rede social. Ou, ainda, os profissionais têm a chance de buscar ajuda de contatos virtuais para que eles os indiquem a uma determinada oportunidade de trabalho. “Mas essas etapas não vão garantir um emprego”, avisa.
A consultora destaca que para conquistar um potencial recrutador, os profissionais precisam de muito mais do que um simples perfil na rede social ou a indicação de alguém que esteja no LinkedIn. As pessoas precisam convencer os recrutadores de sua capacidade, o que depende de questões que vão além da internet, como capacitação, talento, experiência, entre outros.
Mito 2: O LinkedIn vai substituir os recrutadores
Existe um medo crescente de que o LinkedIn substitua os profissionais de recursos humanos na condução do processo para busca de profissionais. No entanto, a especialista explica que isso não faz sentido, já que a rede social representa apenas um facilitador de uma das etapas: encontrar os possíveis candidatos.
Nas demais fases do processo de recrutamento e seleção de profissionais, os recrutadores tradicionais não são substituíveis. Isso porque, eles precisam selecionar os currículos mais adequados, entrevistar os possíveis candidatos e fazer toda a comunicação de suas percepções para os contratantes. “Recrutar é um trabalho intenso, que requer competências específicas, conhecimentos e atenção”, complementa.
Mito 3: Não é necessário escrever um perfil extremamente completo no LinkedIn
As pessoas costumam pensar que escrever uma ou duas linhas sobre sua experiência profissional no LinkedIn já é suficiente. Contudo, Kathy avisa que isso representa um engano, já que os indivíduos perdem a chance de mostrar seus diferenciais e resultados. “Como recrutadora, quando eu vejo um perfil pobre, enxergo isso como uma falta de interesse da pessoa de se promover, demonstrar um comprometimento e empenho”, ressalta a consultora.
Mito 4: Quanto mais contatos, mais oportunidades vão surgir
“Como em tudo na vida, qualidade vale mais do que quantidade”, informa a especialista. Portanto, mais do que encher a rede de contatos com pessoas desconhecidas – só para demonstrar um grande networking -, os profissionais deveriam estar preocupados em se relacionar, por meio da rede social, com pessoas realmente relevantes na área em que trabalham ou que pretendem trabalhar.
Mito 5: O LinkedIn é a melhor rede social para todos os negócios e carreiras
Ao contrário do que muitos pensam, o LinkedIn não é a melhor ferramenta para todos os profissionais ou para qualquer pessoa em busca de emprego. O segredo para entender quando essa rede social é realmente adequada é analisar se ela representa o ambiente preferido de profissionais, parceiros e potenciais recrutadores em sua área de atuação. Em alguns casos, avisa a consultora, o Facebook ou o Twitter podem ser mais interessantes.
Mito 6: Quanto mais coisas eu postar na rede social, melhor De novo, Kathy ressalta que a qualidade não supera a quantidade. Assim, antes de publicar um comentário ou abrir uma discussão no LinkedIn, os profissionais devem analisar se aquilo vai, realmente, justificar o tempo e a energia que as pessoas vão gastar para lê-lo. “Tenha certeza de que as coisas que você compartilha atendem a, pelo menos, uma dessas funções: informar, entreter, animar, ajudar os outros ou trazer algum tipo de valor”, aconselha.
Mito 7: Pessoas com muitos contatos no LinkedIn são bem-sucedidas profissionalmente
“Ter centenas (ou milhares) de conexões não significa, necessariamente, sucesso”, pontua a consultora, que acrescenta: “Isso significa apenas que o usuário gastou muito tempo e energia para construir sua rede de contatos.” Ainda segundo ela, os recrutadores não costumam atrelar volume de conexões a questões positivas sobre o desempenho dos profissionais.
Fonte:http://olhardigital.uol.com.br/negocios/digital_news/noticias/sete_mitos_sobre_o_uso_do_linkedin_para_encontrar_um_novo_emprego
Considerações Setembro.net – por Cláudia Oliveira.
Acreditamos que criar um perfil social é importante nos dias de hoje. Mas não adianta ter “n” contas sociais e um curriculum pobre e sem conteúdo. É necessário também o estudo eesforço individual para alcançar a excelência. Nada o impede de ser seguidor de perfis de sucesso  e participar de fóruns específicos de sua área de trabalho(aliás isso prova que tem interesse em buscar conhecimento de carreira), mas isso não irá garantir sua vaga e nem mesmo  irá promovê-lo em canto nenhum.
Hoje e sempre investir em qualificação e conhecimento é o melhor caminho para o sucesso profissional.  Ao criar perfis em redes sociais, seja moderado e objetivo,  tenha em mente que o marketing virtual é importante, mas pessoalmente, você pode ser muito melhor.

sábado, 17 de setembro de 2011

Tevês, novelas e laptops…

Outro dia fui olhar algumas televisões em HD para um futuro investimento em minha casa. Algo me surpreendeu – como se não bastasse ter que entender de polegadas, tive que me desdobrar em conhecimento remoto para acompanhar o raciocínio lógico do vendedor entre leds, slins, full HD, e tantas outras novidades.
Confesso a vocês, leitores, que entre tantas inovações me senti perdida. Ter que advinhar para onde meu rico dinheirinho irá ser melhor aplicado nesta ou naquela televisão foi algo desesperador…  Voltei para casa mais insegura do que entusiasmada.
Trabalhar com tecnologia me faz buscar sempre uma nova inovação, um novo olhar para o mercado. Mas ao ver o vendedor com um entusiasmo programado, feito um animador de auditório, me questionei até que ponto estou adaptada as estas constantes mudanças. E até que ponto são confiáveis. Percebi que estamos sendo induzidos a experimentar o novo o tempo todo. Seja nos aparelhos Android, seja nos novos sistemas de notebookslaptops,PCscâmeras fotográficas, e é claro o mundo digital também chegou as nossas telinhas.
Estimular as pessoas a se adequar às mudanças é um grande desafio que agrega os mais diversos setores. Seja de pesquisamarketing e até mesmo o comércio. Mesmo sem muito pesquisar podemos perceber que vários profissionais ainda vendem seus produtos e serviços como há 10 anos atrás e outros, estimulados pela onda de inclusão digital, vendem seus produtos com todas as vírgulas e hífens que existem no manual. É como se estivessem preparados para responder apenas o óbvio e nada mais.
Entendo que o primeiro passo para mudar tudo isso é interagir mais com o mercado. Ninguém tem obrigação de ser expert na profissão do outro. Uma dona de casa que vai a loja comprar uma televisão quer apenas assistir sua novela em um aparelho cuja imagem não tenha fantasmas e nem áudio com chiados. Mesmo assim, ao se deparar com tantos recursos se amedronta – seja pela tecnologia, seja pelos vendedores robotizados e ou acomodados.
É preciso olhar a realidade das pessoas “normais” e parar de fingir que está tudo bem e que vivemos em um mundo perfeito. Reconhecer a situação adversa, reconhecer que ainda há muito que se fazer é melhor do que apostar em fórmulas mágicas para uma realidade futura. Grandes casos de sucesso também tiveram suas marcas envolvidas em polêmicos atritos com a dificuldade de aceitação por parte do público alvo e tiveram que se readaptar, o que mostrou ainda mais confiança e prestação de bons serviços por parte delas.
Ao contrário do que se pensa, os melhores resultados são de empreendimentos que estão aproveitando justamente as mudanças de mercado, mas com a adesão dessas pessoas que nada sabem de tecnologia, mas compram, interagem, participam. – O bom vendedor é aquele que participa da escolha do seu cliente, que o chama para conhecer o que há de melhor em sua empresa mas também mostra o que melhor se adequa a suas necessidades, não o que empurra o mais caro e o mais novo lançamento do momento. Aliás, desde sempre, o melhor lançamento em qualquer segmento de mercado é sempre o cliente.

Por: Cláudia Oliveira
http://publicidadesetembro.wordpress.com/