Novos estudos mostram que a aparência é fator determinante no sucesso profissional – e que não há nada errado em usá-la
Num planeta de quase 7 bilhões de habitantes, nosso planeta, há uma elite de aproximadamente 200 milhões de pessoas que não se destaca pela fortuna, pelo poder ou pela inteligência – mas que constitui, ainda assim, um grupo privilegiado, cuja vida é mais fácil e mais promissora. Eles recebem mais atenção quando crianças, tendem a ser mais populares na adolescência, conseguem amor e sexo mais fácil quando se tornam adultos e, segundo as pesquisas, ganham melhor na carreira profissional e têm facilidade para se casar com gente rica. Contra os privilégios desse grupo, presente em todas as sociedades e classes sociais, não há mobilização política ou denúncias. Sua influência é tão antiga como a existência do homem e, nos últimos séculos, só fez crescer. Em vez de combatê-la, a maioria tenta, desesperadamente, integrar-se à minoria formada por 2% dos homens e 3% das mulheres – a das pessoas extraordinariamente bonitas.
Dois livros publicados no exterior nas últimas semanas capturam na exata medida os privilégios que cercam esse grupo restrito: Beauty pays: why atractive people are more successful (A beleza rende, por que as pessoas atraentes têm mais sucesso), do economista americano Daniel Hamermesh, e Honey money: the power of erotic capital (Dinheiro doce, o poder do capital erótico), da socióloga inglesa Catherine Hakim. Amparadas em dezenas de pesquisas e cuidadosamente embaladas para causar impacto, as duas obras sustentam, com abordagens diferentes, a mesma tese: tanto na vida pessoal quanto na vida profissional, as pessoas bonitas obtêm vantagens econômicas quantificáveis. Sempre se soube que os seres humanos excepcionalmente bonitos gozavam alguns privilégios em relação aos demais. Agora, o senso comum tornou-se mensurável.
Para captar esse fenômeno, Hakim, professora da London School of Economics,
criou o conceito de “capital erótico”, que envolve, além da beleza física, virtudes como charme, desenvoltura, elegância e sensualidade (leia o quadro abaixo). É uma adição atrevida às três formas de capital consagradas pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu: o capital econômico (o que temos), o capital humano (o que sabemos) e o capital social (quem conhecemos). Hakim diz que as pesquisas realizadas nos Estados Unidos e no Canadá demonstram claramente que homens atraentes (quer dizer, com mais capital erótico) ganham entre 14% e 27% mais que os homens não atraentes – considerando que tudo o mais entre eles seja equivalente. Para as mulheres, a diferença varia entre 12% e 20%. “É uma coisa tremenda”, disse ela a ÉPOCA. “Como fator absoluto, apenas a inteligência, medida por testes de Q.I., tem uma influência tão direta na renda.”
criou o conceito de “capital erótico”, que envolve, além da beleza física, virtudes como charme, desenvoltura, elegância e sensualidade (leia o quadro abaixo). É uma adição atrevida às três formas de capital consagradas pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu: o capital econômico (o que temos), o capital humano (o que sabemos) e o capital social (quem conhecemos). Hakim diz que as pesquisas realizadas nos Estados Unidos e no Canadá demonstram claramente que homens atraentes (quer dizer, com mais capital erótico) ganham entre 14% e 27% mais que os homens não atraentes – considerando que tudo o mais entre eles seja equivalente. Para as mulheres, a diferença varia entre 12% e 20%. “É uma coisa tremenda”, disse ela a ÉPOCA. “Como fator absoluto, apenas a inteligência, medida por testes de Q.I., tem uma influência tão direta na renda.”
Hamermesh, um respeitado especialista em salários da Universidade do Texas, é mais comedido. Ele estuda apenas os efeitos da beleza facial, sem misturá-la a outros fatores. Sua principal preocupação, como economista, é demonstrar que a beleza tem valor de mercado. Primeiro, por ser universalmente reconhecível. “Ela parece subjetiva, mas não é”, diz ele. “Tendemos a concordar espantosamente em relação às pessoas que são realmente bonitas.” O outro pilar na sustentação teórica do valor da beleza está na escassez. Os 2% ou 3% de pessoas bonitas na população são raros o suficiente para que haja mais demanda do que oferta por elas. Logo, criam-se um mercado e um valor mensurável para a beleza humana. Hamermesh calcula que, na média, ao longo de uma vida inteira de trabalho, um profissional de ótima aparência receba, nos Estados Unidos, cerca de US$ 230 mil (algo como R$ 400 mil) a mais que alguém de má aparência. “É um pouco menos do que a vantagem conferida por uma boa educação universitária”, disse ele a ÉPOCA. “Não é tudo, mas faz uma grande diferença.”
Comentários da Setembro.net por Suely Cândido:
A imagem é tudo no mundo corporativo?
Infelizmente a resposta é sim. Desde a primeira entrevista de emprego, ao dia a dia no ambiente de trabalho, ter uma postura associada a elegância e ao bem vestir passou a ser vista não só como um luxo mas como uma necessidade. A aparência impecável, sobretudo para as mulheres passou a ser cobrada como um cartão de visitas da empresa, excetuando-se os ambientes de trabalho em que o uso do uniforme se faz presente e mesmo assim os cuidados pessoais, o zelo com o uniforme e também o cuidado com o excesso de maquiagem são observados. Para os homens, uso do terno de corte e tons adequados, calçado limpos e gravatas em tons neutros e sóbrios são sempre bem-vindos... e isso tudo não é um investimento barato!
Dentro deste universo tão peculiar associe a isso o uso de celulares de ultima geração, notebooks, tablets, e-books, carro, contribuições sindicais, compra de livros técnicos e específicos da área e outros tantos investimentos pessoais para se manter na carreira que se não houver qualquer contrapartida da empresa, pode sair muito mais caro do que se imagina trabalhar nesta corporação.
Tanto para homens quanto para mulheres ter um foco profissional e manter-se em sua carreira seja em qual empresa for a boa aparência associada a alto estima elevada ajuda, mas não basta... É necessário investimentos em estudo qualificado e também em acessórios que demonstrem sucesso e estilo. O mercado de trabalho está cada vez mais exigente e o perfil informal nem sempre é o mais adequado mesmo em organizações e agencias de trabalho mais descontraídas. Um funcionário bem arrumado influencia o ambiente de trabalho com uma postura de otimismo e sucesso. Transmite segurança no que faz e diz e isso para seu chefe também conta muito.Sobretudo nas áreas administrativas e de atendimento direto, pode acreditar que tudo isso que foi dito conta muito e esta reportagem nos mostra que devemos usar a aparência ao nosso favor, unindo-a ao nosso conhecimento específico, mantendo uma postura elegante e respeitosa no trajar e deixando o uso de roupas informais apenas para os momentos de lazer e happy hour após o expediente.
Luxo? Investimento? Até quando a aparência fala mais alto do que o nível acadêmico e as especializações?
Esta resposta cabe ao bom senso de cada um.
Até a próxima pessoal.
Esta resposta cabe ao bom senso de cada um.
Até a próxima pessoal.
