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quarta-feira, 14 de março de 2012

Novo iPad: conheça as principais mudanças do tablet

Uma tela com altíssima definição, o novo processador A5X, câmeras e conexão 4G são os grandes destaques 


O novo iPad chegou. A nova versão foi mostrada esta semana em San Francisco, nos Estados Unidos. Entre as novidades em relação ao modelo anterior estão uma tela de altíssima definição, uma câmera melhor e conexão 4G.

A resolução da tela do Novo iPad, chamada de Retina Display, é quatro vezes superior à do iPad 2, com 3,1 milhões de pixels. Segundo a própria Apple, as cores e saturação das imagens do novo aparelho são 40% melhores do que a versão anterior. Tudo isso, graças ao processador gráfico de quatro núcleos A5X. A definição consegue ser inclusive maior do que as atuais TVs Full HD.

O Novo iPad trará uma câmera embutida de 5 megapixels com sensor de luminosidade, filtro infra-vermelho e até detecção facial. No modo vídeo, a nova câmera possibilitará gravações em Full HD, com 1080 linhas de resolução.

Assim como o iPhone 4 e 4S, agora o tablet da Apple também poderá ser usado como um hotspot, ou seja, a partir do aparelho vai ser possível criar uma rede Wi-Fi pessoal onde quer que você esteja. Ah, vale lembrar: apesar do novo iPad ser compatível com a rede 4G, o tablet funcionará normalmente também nas redes 3G e 3G Plus.

Outra novidade é a duração da bateria. Hoje, a bateria do iPad 2 suporta até 9 horas de navegação através da rede 3G. No Novo iPad, serão as mesmas 9 horas na rede 4G. No modo Wi-Fi, nada muda: a bateria continuará durando até 10 horas.

O preço do Novo iPad é o mesmo do iPad 2. Apenas o modelo compatível com 4G é um pouco mais caro. O aparelho estará disponível a partir do dia 16 de março nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Suíça, Japão, Hong Kong, Cingapura e Austrália. Outros países europeus e asiáticos receberão o novo tablet no dia 23 de março, mas ainda não há data prevista para o lançamento no Brasil.
Para resumir: esse novo iPad traz como ponto mais forte a nova tela de altíssima resolução. Também o processador ganhou vitamina extra e promete um aparelho muito mais rápido que o atual iPad 2. A conexão 4G também é um divisor de águas. Pena que no Brasil ela não faça sentido, já que estamos muito atrasados em relação ao resto do mundo nesse quesito. Não é difícil que quando tivermos 4G por aqui, um iPad 4 já tenha sido lançado... Mas, essa mesma conexão 4G pode ser uma das responsáveis por um aparelho um pouco mais grosso e mais pesado. Acontece que o 4G consome muito mais bateria que a conexão 3G. E, talvez, o maior peso e maior espessura do novo aparelho sejam explicados justamente pela necessidade de uma bateria um pouco maior...

Durante a semana, o Olhar Digital cobriu tudo que envolveu a chegada do novo iPad. Acesse e confira todos os detalhes! Aproveite e dê sua opinião: o que você achou no Novo iPad? Aliás, este é o nome do novo aparelho e nada de "iPad 3" ou "iPad HD", como chegou a ser especulado. Deixe seu palpite nos comentários!

Comentário da Setembro.net

Ainda desconhecemos o que acontecerá após o leilão previsto para julho deste ano para a tecnologia 4g, no entanto, já há no mercado aparelhos com este dispositivo. Alguns smartphones e tablets e até uma operadora de TV por assinatura já anunciou adquirir junto a Telebrás uma assinatura para transmitir os jogos de 2014 em HD.
Mas hoje, em março de 2012 a nossa tecnologia atual é a 3G e ela ainda é instável. Não suportando grandes volumes de informação. Dados liberados pela Anatel, mostram que as operadoras se esforçam para atender o volume crescente de usuários mas há a necessidade real de melhorias neste setor.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A beleza compensa (trecho)


Novos estudos mostram que a aparência é fator determinante no sucesso profissional – e que não há nada errado em usá-la

IVAN MARTINS E TERESA PEROSA


capa_Revista Época_697 (Foto: Editora Globo)
Num planeta de quase 7 bilhões de habitantes, nosso planeta, há uma elite de aproximadamente 200 milhões de pessoas que não se destaca pela fortuna, pelo poder ou pela inteligência – mas que constitui, ainda assim, um grupo privilegiado, cuja vida é mais fácil e mais promissora. Eles recebem mais atenção quando crianças, tendem a ser mais populares na adolescência, conseguem amor e sexo mais fácil quando se tornam adultos e, segundo as pesquisas, ganham melhor na carreira profissional e têm facilidade para se casar com gente rica. Contra os privilégios desse grupo, presente em todas as sociedades e classes sociais, não há mobilização política ou denúncias. Sua influência é tão antiga como a existência do homem e, nos últimos séculos, só fez crescer. Em vez de combatê-la, a maioria tenta, desesperadamente, integrar-se à minoria formada por 2% dos homens e 3% das mulheres – a das pessoas extraordinariamente bonitas.
Dois livros publicados no exterior nas últimas semanas capturam na exata medida os privilégios que cercam esse grupo restrito: Beauty pays: why atractive people are more successful (A beleza rende, por que as pessoas atraentes têm mais sucesso), do economista americano Daniel Hamermesh, e Honey money: the power of erotic capital (Dinheiro doce, o poder do capital erótico), da socióloga inglesa Catherine Hakim. Amparadas em dezenas de pesquisas e cuidadosamente embaladas para causar impacto, as duas obras sustentam, com abordagens diferentes, a mesma tese: tanto na vida pessoal quanto na vida profissional, as pessoas bonitas obtêm vantagens econômicas quantificáveis. Sempre se soube que os seres humanos excepcionalmente bonitos gozavam alguns privilégios em relação aos demais. Agora, o senso comum tornou-se mensurável.
Para captar esse fenômeno, Hakim, professora da London School of Economics,
criou o conceito de “capital erótico”, que envolve, além da beleza física, virtudes como charme, desenvoltura, elegância e sensualidade (leia o quadro abaixo). É uma adição atrevida às três formas de capital consagradas pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu: o capital econômico (o que temos), o capital humano (o que sabemos) e o capital social (quem conhecemos). Hakim diz que as pesquisas realizadas nos Estados Unidos e no Canadá demonstram claramente que homens atraentes (quer dizer, com mais capital erótico) ganham entre 14% e 27% mais que os homens não atraentes – considerando que tudo o mais entre eles seja equivalente. Para as mulheres, a diferença varia entre 12% e 20%. “É uma coisa tremenda”, disse ela a ÉPOCA. “Como fator absoluto, apenas a inteligência, medida por testes de Q.I., tem uma influência tão direta na renda.”
Hamermesh, um respeitado especialista em salários da Universidade do Texas, é mais comedido. Ele estuda apenas os efeitos da beleza facial, sem misturá-la a outros fatores. Sua principal preocupação, como economista, é demonstrar que a beleza tem valor de mercado. Primeiro, por ser universalmente reconhecível. “Ela parece subjetiva, mas não é”, diz ele. “Tendemos a concordar espantosamente em relação às pessoas que são realmente bonitas.” O outro pilar na sustentação teórica do valor da beleza está na escassez. Os 2% ou 3% de pessoas bonitas na população são raros o suficiente para que haja mais demanda do que oferta por elas. Logo, criam-se um mercado e um valor mensurável para a beleza humana. Hamermesh calcula que, na média, ao longo de uma vida inteira de trabalho, um profissional de ótima aparência receba, nos Estados Unidos, cerca de US$ 230 mil (algo como R$ 400 mil) a mais que alguém de má aparência. “É um pouco menos do que a vantagem conferida por uma boa educação universitária”, disse ele a ÉPOCA. “Não é tudo, mas faz uma grande diferença.”
 Comentários da Setembro.net por Suely Cândido:
A imagem é tudo no mundo corporativo?
Infelizmente a resposta é sim. Desde a primeira entrevista de emprego, ao dia a dia no ambiente de trabalho, ter uma postura associada a elegância e ao bem vestir passou a ser vista não só como um luxo mas como uma necessidade. A aparência impecável, sobretudo para as mulheres passou a ser cobrada como um cartão de visitas da empresa, excetuando-se os ambientes de trabalho em que o uso do uniforme se faz presente e mesmo assim os cuidados pessoais, o zelo com o uniforme e também o cuidado com o excesso de maquiagem são observados. Para os homens, uso do terno de corte e tons adequados, calçado limpos e gravatas em tons neutros e sóbrios são sempre bem-vindos... e isso tudo não é um investimento barato!
Dentro deste universo tão peculiar associe a isso o uso de celulares de ultima geração, notebooks, tablets, e-books, carro, contribuições sindicais, compra de livros técnicos e específicos da área e outros tantos investimentos pessoais para se manter na carreira que se não houver qualquer contrapartida da empresa,  pode sair muito mais caro do que se imagina trabalhar nesta corporação.
Tanto para homens quanto para mulheres ter um  foco profissional e manter-se em sua carreira seja em qual empresa for a boa aparência associada a alto estima elevada ajuda, mas não basta... É necessário investimentos em estudo qualificado e também em acessórios que demonstrem sucesso e estilo. O mercado de trabalho está cada vez mais exigente e o perfil informal nem sempre é o mais adequado mesmo em organizações e agencias de trabalho mais descontraídas. Um funcionário bem arrumado influencia o ambiente de trabalho com uma postura de otimismo e sucesso. Transmite segurança no que faz e diz e isso para seu chefe também conta muito.

Sobretudo nas áreas administrativas e de atendimento direto, pode acreditar que tudo isso que foi dito conta muito e esta reportagem nos mostra que devemos usar  a aparência ao nosso favor, unindo-a ao nosso conhecimento específico, mantendo uma postura elegante e respeitosa no trajar e deixando o uso de roupas informais apenas para os momentos de lazer e happy hour após o expediente.

Luxo? Investimento? Até quando a aparência fala mais alto do que o nível acadêmico e as especializações? 
Esta resposta cabe ao bom senso de cada um.


Até a próxima pessoal.