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quarta-feira, 21 de março de 2012

Habilidade para atrair atenção é trunfo nas redes sociais, avalia cientista da HP

Bernardo Huberman analisa humor de usuários para prever duração de tendências

Por Marina Goulart


A chave para desvendar o futuro está nas redes sociais. Pelo menos, alguns aspectos do futuro próximo. É o que acredita Bernardo Huberman, cientista sênior da HP e diretor do Laboratório de Computação Social do HP Labs. Sua equipe desenvolveu uma fórmula capaz de prever a duração de tendências e o faturamento de filmes, apenas ao analisar o humor dos usuários nas redes sociais. O cientista falou a Zero Hora sobre o seu trabalho:

Zero Hora - A sua equipe criou uma fórmula capaz de dizer o quanto um filme vai faturar em bilheteria, apenas com base em comentários nas redes sociais. Isso quer dizer que o comportamento humano obedece leis, como a da física?

Bernardo Huberman - Essa é uma questão perigosa. Eu acho que a diferença entre física e pessoas ou entre uma pedra e um ser humano é que pessoas são intencionais. Quando você faz alguma coisa, como vir aqui, é porque você antecipou que algo aconteceria. Quando desenvolvemos modelos de comportamento humano, temos que ser muito cuidadosos para incorporar os elementos que nos fazem humanos, o que essencialmente tem a ver com projeções do futuro, nossa atitude perante o risco, se somos atraídos ou repelidos pelo risco. Se não for assim, você está condicionando o comportamento a um problema que pode ser resolvido. Muitos físicos começam a trabalhar com ciências sociais tentando encontrar uma equação.

Se perguntarmos se é possível prever o comportamento de uma pessoa da mesma forma que prevemos a trajetória dos planetas, a resposta seria "sim, na média". Na média eu posso prever o tráfego na hora do rush. Mas eu não posso prever se eu estarei ou não dirigindo um carro na hora do rush em determinada rua.

Zero Hora - Quais elementos são levados em conta na hora de fazer uma previsão?

Bernardo Huberman - A quantidade de atenção. A intensidade na qual as pessoas estão tuitando sobre determinado assunto dá a noção da atenção que elas estão dando a um tema. Também levamos em conta a fonte dos comentários. Nós sabemos que se você usar o George Clooney para dizer que você deve beber determinada marca de café, muitas pessoas vão beber aquele café. Ele concentra muita atenção. Ele é uma celebridade. É por isso que ele ganha muito dinheiro para dizer "beba este café, use este relógio, compre esta jaqueta".

Zero Hora - E como o Twitter entrou em toda essa história?

Bernardo Huberman - O Twitter é baseado na ideia que junto ao título de uma história haverá uma breve descrição. A limitação de caracteres é algo que força a escrever como um telegrama. No começo as pessoas ficaram muito chateadas, dizendo que isso não era forma de escrever uma mensagem. Mas hoje até declarações de amor cabem em 140 caracteres. Eu acho que o fenômeno do Twitter é basicamente o fenômeno de aprender a escrever com seus dois dedões em um smartphone. E em 140 caracteres a mensagem pode ser positiva, negativa ou neutra, mas não há espaço para ser mais de uma coisa, o que facilita na hora de identificar como algo está sendo recebido.

Zero Hora - Criou-se um consenso de que informação é poder. Agora, a informação está em todos os lugares. Isso quer dizer que hoje atenção é poder?

Bernardo Huberman - Atenção sempre foi algo poderoso. O problema é que hoje todo mundo pode tentar ter atenção. A web é um megafone. Antigamente, poucas pessoas tinham esse megafone. Hoje, ficou fácil publicar na internet e todo mundo tem um megafone. Celebridades são ricas por uma razão. Vamos pegar o exemplo da Paris Hilton. Quem é a Paris Hilton? O que ela fez? Nada. Mas ela é famosa. Ela é um gênio em criar atenção. Ela cria escândalos, faz coisas estapafúrdias e fica sempre na primeira página dos jornais sensacionalistas. Acho que é preciso ter muita personalidade para fazer isso. E criar novas formas de ganhar atenção o tempo todo é uma questão muito complicada. Nisso, ela é um gênio.

Zero Hora - Como fazer a atenção nas redes sociais durar mais tempo?

Bernardo Huberman - É muito difícil. É por isso que relacionamentos são complicados. Nós ficamos entediados com pessoas. Você vive com alguém por certo tempo e depois fica pensando "eu já ouvi isso tantas vezes". Nas redes sociais é a mesma coisa. Você vê um vídeo uma vez, acha engraçado e repassa a vários amigos. Até que, depois de algumas horas, alguém passa o mesmo vídeo para você. Mas só teve graça na primeira vez e o interesse por ele some e você deixa de repassá-lo.

Zero Hora - E o Twitter pode ser usado para medir todos os tipos de tendência?

Bernardo Huberman - Não. Nós usamos para medir a influência de pessoas, tendências e quanto tempo essas tendências vão durar como novidade. Mas não é bom a longo prazo. Algumas modas no Twitter duram apenas algumas horas. Também é preciso considerar o público que usa essa rede social. Eleitores de um determinado partido político podem ser muito mais ativos na rede, mas menos representativos nas urnas. Nesse caso, o resultado não seria fiel.


Comentários da Setembro.net
Por Cláudia Oliveira

Bernardo Huberman tem razão quando diz ser os relacionamentos bastantes complicados. No "real" as pessoas já não têm tanta tolerância assim, que dirá no virtual, quando uma frase ou ideia pode soar de diferentes formas. Tudo vai depender do humor de quem lê.

Questiona-se muito sobre o tempo de "empolgação" de cada rede social. Exemplo disto temos o orkut, que a bem pouco tempo era o queridinho dos brasileiros e hoje para não perder espaço e a fidelidade dos seus usuários, corre contra o tempo para tornar-se mais interessante. O interessante é que muitos dos usuários que migraram para o facebook, estão voltando para o orkut, seja pelos fóruns e compartilhamentos, seja pela perca do interesse de saber que no final das contas a rede de relacionamentos A e B agregam as mesmas pessoas, as mesmas idéias e atrativos.

Para as empresas, não há escolha. Se querem ver sua marca ou serviço sendo comentados, curtidos, compartilhados e retutitados, não há distinção, todas as redes são muito bem vindas, todos amigos virtuais são bem vindos, estejam eles de bom humor ou não... Cabe a equipe de marketing de cada empresa, avaliar o que está sendo falado, comentado e principalmente, qual assunto é importante para o usuário naquele momento.

Até a próxima pessoal.

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Governo obriga uso do Ginga: TV interativa depende da indústria


Por Ismael Cardoso


O governo brasileiro divulgou duas portarias nas últimas semanas obrigando fabricantes a embarcarem o Ginga - software que possibilita a interatividade na TV Digital - em televisores de cristal líquido e plasma fabricados no Brasil para que tenham benefícios fiscais. O recado é claro: para o governo, se a interatividade ainda não decolou nesses pouco mais de quatro anos de TV Digital no Brasil, a culpa, em grande parte, é dos fabricantes.

O Ginga é um software livre nacional, que torna possível a interatividade na TV digital, permitindo que o telespectador consulte informações sobre a programação, faça compras e acesse dados bancários pela televisão, entre outras atividades. Mais adiante, o governo pretende usá-lo como ferramenta de inclusão social, possibilitando, por exemplo, a marcação de consultas no Sistema Único de Saúde.

"A indústria não demonstrou o interesse esperado em colocar o Ginga na sua linha de produção, talvez por miopia, por considerar que o Ginga fosse uma competição com as Smart TVs", afirma o analista de infraestrutura do Ministério das Comunicações Otavio Caixeta. Segundo ele, quando o governo estabeleceu o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTV), elencou três objetivos: alta definição, multiprogramação e interatividade. O terceiro ainda não engrenou.

"O governo pesquisou e investiu dinheiro para criar uma tecnologia que prestasse serviços digitais através da televisão, e a expectativa é que os fabricantes fizessem isso", afirma Caixeta. "OS fabricantes começaram a afirmar que não havia conteúdo nas emissoras, e as emissoras, que não havia capacidade de interatividade nos aparelhos. A solução para quebrar esse ciclo foi exigir que 75% dos televisores saíssem da fábrica com esse sistema embarcado", disse em entrevista ao Terra.

Para o o especialista em conteúdo interativo e transmídia e professor da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), Valdecir Becker, o Ginga ainda pode emplacar, mas a medida do governo é tardia. "Eu acho que essa decisão deveria ter sido tomada em 2007 e 2008. Vejo com bons olhos, mas não sei se vai dar conta de desenvolver o mercado. O Ginga já está velho e alguns recursos estão ultrapassados", avalia.

Para ele, hoje vale muito mais a pena para as emissoras investirem em aplicações de interatividade para tablets e smartphones do que no sistema de TV digital brasileiro através do Ginga. "Se o Ginga tivesse sido implementado em 2007, quando ainda não tinha iPad e pouquíssimos smartphones, seria uma ótima ferramenta de comunicação. Hoje, cinco anos depois, esses produtos são muito mais atrativos, e perdeu-se muito tempo", afirma.

Fabricantes

Para o vice-presidente de Novos Negócios da Samsung, Benjamin Sicsú, a obrigatoriedade do Ginga não pegou a indústria desprevenida. "Nós estamos atendendo a uma política pública, e política pública a gente tem que cumprir. Ela era voluntária, mas todas as empresas fizeram esforço para cumpri-la, as empresas se prepararam para que todos os aparelhos tivesssem o Ginga, todo mundo investiu nisso. O governo agora resolveu transformar o que era voluntário em obrigatório, e pegou o setor todo preparado, não interferiu no plano de nenhuma empresa", afirma.

Segundo o gerente de Marketing da Linha de TVs da Sony Brasil, Luciano Bottura, todo os modelos LCD e LED da Sony, desde 2010, têm o Ginga embarcado. "Desde o começo, nós optamos por incorporar este middleware e continuamos acreditando muito fortemente na TV Digital brasileira", afirma. Para ele, Ginga e Smart TVs não concorrem. "Nossa internet TV conta com conteúdos exclusivos da Sony, vídeos da internet e redes sociais. O Ginga, por outro lado, traz conteúdos relativos ao segmento da TV, oferecidos pelas emissoras. Acredito que as duas tecnologias possam conviver harmoniosamente. Todo o nosso line up hoje possui Ginga e 22 dos 26 modelos de TV que produzimos atualmente são internet TVs", diz.

A Samsung é uma das companhias que ajudou desenvolver uma das plataformas do Ginga e, segundo Sicsú, domina a tecnologia e já embarca o sistema em alguns aparelhos, mas ainda não faz publicidade disso. O número só vai aumentar quando a suíte de testes - para avaliar o funcionamento do software - estiver concluída, o que deve ocorrer em setembro. "São três plataformas correndo paralelamente. Temos que ter certeza que elas serão interoperáveis entre si, e que o todo o conteúdo enviado pelas emissoras será compatível em todas elas", explica.

Segundo o analista do Ministério das Comunicações, a obrigatoriedade do Ginga obecedeu ao prazo pedido pela indústria. "Na consulta pública da inclusão do Ginga no PPB (processo produtivo básico, uma série de regras que as empresas devem cumprir para receber benefícios fiscais), queríamos colocar em vigor a partir de janeiro de 2012. Eles sempre disseram que a suíte de testes estaria pronta em junho, por isso que demos prazo para início de 2013 para que esse problema estivesse resolvido", afirma Caixeta.
Becker diz que a uniformização da execução do Ginga pode ser resolvida com uma atualização de software quando a suíte de testes for finalizada, mas pode representar um problema. "Uma porcentagem considerável da população não tem a cultura de atualizar o televisor", afirma.

Ginga e Smart TVs

Para Becker, um dos motivos que levou a indústria a não investir no Ginga é que o sistema, aberto e disponível para todos os fabricantes, não produz nenhum diferencial entre os aparelhos disponíveis no mercado. "A indústria não comprou a ideia do Ginga porque não é diferencial de produto, não consegue vender mais TVs porque o concorrente tem a mesma coisa. As TVs conectadas têm diferenciais que fazem com que o consumidor compre uma determinada marca e pague mais caro por isso. O Ginga vai causar um custo e não vai aumentar a quantidade de vendas", avalia.

No entanto, para Caixeta, as Smart TVs não competem com o Ginga, que é a única tecnologia capaz de trazer interatividade associada à radiodifusão. "A Smart TV copia o modelo da internet, com a compra e download de aplicativos", diz. O Ginga, um software livre nacional, possibilita que o telespectador consulte informações sobre a programação, faça compras e acesse dados bancários pela televisão, por exemplo, além de poder acessar aplicativos criados pelas emissoras para interagir com os programas.

Além disso, enquanto as emissoras devem investir em aplicativos de entretenimento por meio do Ginga, o governo pretende transformar a interatividade na TV digital em uma plataforma de inclusão social e digital. "A visão do governo é usar as emissoras públicas construindo aplicativos sociais", afirma Caixeta, citando como exemplo aplicativos que permitam a marcação de consultas ao Sistema Único de Saúde (SUS) ou informações da Previdência Social.


Comentário da Setembro.net
Por Cláudia Oliveira

Segundo os dados da Tobe Guarany, 53,7% dos brasileiros ainda não tem acesso a internet. Dentre muitos fatores que elevam esta estatística, encontram-se não só os fatores sociais e econômicos, mas também a complexa rede educacional e cultural que ainda não chegou aos centros urbanos mais afastados e localidades rurais.

Esta atitude do governo em lançar o Ginga, ainda em 2013 diminui um pouco esta desigualdade de interatividade nos meios sociais mais carentes. Ainda que de forma rudimentar e precisando de muitas adaptações, este software possibilitará que o telespectador tenha maior qualidade de vida e acesso mais rápido aos programas elaborados pelo governo (saúde, por exemplo).

Ainda falta um longo caminho a percorrer até a internet se tornar gratuita a todos brasileiros. Mas estamos chegando lá.

Abraço a todos e até a próxima.

O ex-boia-fria hoje fatura R$ 600 milhões

Inconformado com a ideia de viver de colheita em colheita no interior de São Paulo, Aparecido Viana tentou a sorte na capital. Hoje, ele é dono de uma imobiliária especializada no ABC paulista que deve faturar 600 milhões de reais em 2011


Viana: "Criei uma extensa rede de relacionamentos que foi fundamental para a expansão da empresa" 

O empreendedor Aparecido Viana tinha 14 anos quando deixou para trás uma vida de trabalho árduo como boia-fria nas fazendas de café, batata e arroz do interior paulista para morar com a família em São Caetano do Sul, na região do ABC, na época um polo industrial emergente. Na cidade, ele trabalhou em metalúrgicas, indústrias plásticas e foi escrevente de cartório até conseguir um emprego como corretor de imóveis. 
Foi o começo de uma trajetória que levou Viana a abrir a própria imobiliária, a Aparecido Viana Imóveis, no começo dos anos 80 — uma empresa com receitas de 600 milhões de reais em 2011. Nesta entrevista a Exame PME, Viana, hoje com 62 anos, conta sua história e fala sobre seus planos para o futuro.  
Nasci em Bálsamo, uma peque­na cidade perto de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Sou o quinto de seis filhos. Não tive uma infância fácil. Vivíamos na roça e a família inteira trabalhava como boia-fria durante a colheita de café, arroz e milho.
No período da entressafra, co­mo não havia trabalho, inventei uma atividade. Juntava esterco no pasto das fazendas da região, transformava em adubo e oferecia, junto com pequenos serviços de jardinagem, aos moradores da cidade. Costumo dizer que fui o primeiro corretor de esterco da região.  
Comentários da Setembro.net
Por Cláudia Oliveira
O empresário paulistano é um exemplo de empreendedorismo, disciplina e foco. Identificar oportunidades onde ninguém mais vê, ter liderança e dinamismo, disciplina financeira, planejamento e assumir riscos são características de um empreendedor de sucesso. Seu perfil é dinâmico, não se acomodando com a rotina do dia a dia.
No entanto, quanto se fala em sucesso de empreendimentos e de seus CEOS, é bom lembrar de pelo menos três fatores críticos:
1) Planejamento e total conhecimento do seu negócio,
2) Conhecimento do posicionamento financeiro e avaliação dos riscos na gestão de seu negócio
3) Rede de contatos e marketing direto
Assim, desta forma, pequenos investimentos vão se consolidando, não apenas nas qualidades de seus serviços mas principalmente, demonstrando que com planejamento, plano de negócios, ampla rede de relacionamentos e contatos, seu tino empresarial terá um crescimento com bases sólidas rumo ao sucesso.
A Setembro.net oferece a você, sistemas personalizados de gerenciamento comercial e financeiro, além de e-mail marketing, sites e  redes sociais. 
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segunda-feira, 19 de março de 2012

É do Brasil: produtos Norton começam a ser fabricados por aqui

Mudança reduzirá prazo de entrega em mais de 70%. AntiVirus, Internet Security, 360, Ghost, Mobile Security e outros estão inclusos

Reprodução
Symantec
A Symantec, empresa de segurança, anunciou nesta segunda-feira (19/03) que começará a produzir no Brasil produtos da linha Norton, entre eles o AntiVirus, 360, Ghost e Mobile, Tablet e Internet Security.

Com a mudança, a empresa espera ter uma redução de mais de 70% no prazo de entrega. Assim, produtos que demoravam cerca de 25 dias para chegarem às casas dos consumidores passarão a levar apenas 7 dias.

Segundo o jornal O Globo, a fabricação nacional também aumentará em 20% as vendas no varejo dos produtos da Symantec. A mudança também fará com que o lançamento de produtos seja em sincronia com o dos EUA.

Cingapura, Estados Unidos, China e República Checa são os outros – e únicos – países a possuírem fabricação nacional de produtos. Agora, o Brasil entrou na lista.



Comentários da Setembro.net
Por Cláudia Oliveira

Muito boa esta notícia. 

Com as novas medidas adotadas pela Presidenta Dilma Rousseff e anunciadas durante cerimônia de abertura da Feira Internacional das Tecnologias da Informação e das Comunicações - CeBIT 2012 - Hannover/Alemanha, com toda certeza novas empresas do setor de informação e tecnologia estarão mirando no mercado brasileiro e se Deus quiser, investindo em fábricas no Brasil.

Com isso, novos empregos são gerados, novos técnicos são treinados e toda a cadeia produtiva ganha. 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Firefox terá atualizações automáticas silenciosas

Com o rápido ciclo de desenvolvimento adotado desde o Mozilla Firefox 4.0, o navegador passou a ganhar novas versões a cada seis semanas, em um modelo semelhante ao utilizado no Google Chrome. A diferença é que no navegador do panda vermelho a atualização (ainda) não é silenciosa.

Atualmente, o download da nova versão é realizado em background e a instalação é feita quando o browser é iniciado, muitas vezes mostrando barras de progresso e mensagens do UAC, no caso do Windows Vista e do 7. A partir da versão 13.0, todo o processo deverá ser automático e invisível para o usuário, o que deve aumentar a quantidade de pessoas rodando a última versão do navegador.

De acordo com o blog de desenvolvedores da Mozilla, o processo de abertura e fechamento do Firefox não será afetado por uma atualização, o que significa que você não precisará ficar esperando enquanto os arquivos são alterados; tudo será feito enquanto o navegador está sendo executado.

No estudo de caso, eles citam a história de um usuário que foi checar seu Facebook antes de sair para o trabalho e, em vez do site, viu a tela de atualização do navegador. Após perceber que o processo acontecia com frequência, o usuário decidiu “odiar o Firefox e migrar para o Internet Explorer”. A mesma página também informa que o recurso está “em risco”. Para que ele realmente seja implementado, será necessário resolver algumas questões: o desempenho do Firefox não pode ser afetado durante a atualização e o encerramento do navegador não pode ficar mais lento. 

Outras novidades devem aparecer ainda em 2012, como o novo tema padrão Australis e a melhoria no tempo de inicialização do navegador. (Paulo Higa)

Créditos: http://imasters.com.br/noticia/23876/software/firefox-tera-atualizacoes-automaticas-silenciosas

Comentário da Setembro.net
Por Cláudia Oliveira

Enfim o Firefox anunciou as suas modificações e  houve muito barulho, muitas reclamações e principalmente muitos insatisfeitos entre os usuários corporativos. O motivo de tamanho de falatório é um só - Quase nenhum novo recurso de interface de usuário foi notado desde o anúncio do ciclo de mudanças de seis semanas. O beta do Firefox 8 parece que vai mudar, já que essa versão, segundo o blog da empresa, inclui algumas mudanças pequenas na interface do navegador, incluindo o gerenciamento de add-on, guias e adicionamento de capacidades de pesquisa. Aguardemos.

Por hora é isso pessoal. Até a próxima!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Novo iPad: conheça as principais mudanças do tablet

Uma tela com altíssima definição, o novo processador A5X, câmeras e conexão 4G são os grandes destaques 


O novo iPad chegou. A nova versão foi mostrada esta semana em San Francisco, nos Estados Unidos. Entre as novidades em relação ao modelo anterior estão uma tela de altíssima definição, uma câmera melhor e conexão 4G.

A resolução da tela do Novo iPad, chamada de Retina Display, é quatro vezes superior à do iPad 2, com 3,1 milhões de pixels. Segundo a própria Apple, as cores e saturação das imagens do novo aparelho são 40% melhores do que a versão anterior. Tudo isso, graças ao processador gráfico de quatro núcleos A5X. A definição consegue ser inclusive maior do que as atuais TVs Full HD.

O Novo iPad trará uma câmera embutida de 5 megapixels com sensor de luminosidade, filtro infra-vermelho e até detecção facial. No modo vídeo, a nova câmera possibilitará gravações em Full HD, com 1080 linhas de resolução.

Assim como o iPhone 4 e 4S, agora o tablet da Apple também poderá ser usado como um hotspot, ou seja, a partir do aparelho vai ser possível criar uma rede Wi-Fi pessoal onde quer que você esteja. Ah, vale lembrar: apesar do novo iPad ser compatível com a rede 4G, o tablet funcionará normalmente também nas redes 3G e 3G Plus.

Outra novidade é a duração da bateria. Hoje, a bateria do iPad 2 suporta até 9 horas de navegação através da rede 3G. No Novo iPad, serão as mesmas 9 horas na rede 4G. No modo Wi-Fi, nada muda: a bateria continuará durando até 10 horas.

O preço do Novo iPad é o mesmo do iPad 2. Apenas o modelo compatível com 4G é um pouco mais caro. O aparelho estará disponível a partir do dia 16 de março nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Suíça, Japão, Hong Kong, Cingapura e Austrália. Outros países europeus e asiáticos receberão o novo tablet no dia 23 de março, mas ainda não há data prevista para o lançamento no Brasil.
Para resumir: esse novo iPad traz como ponto mais forte a nova tela de altíssima resolução. Também o processador ganhou vitamina extra e promete um aparelho muito mais rápido que o atual iPad 2. A conexão 4G também é um divisor de águas. Pena que no Brasil ela não faça sentido, já que estamos muito atrasados em relação ao resto do mundo nesse quesito. Não é difícil que quando tivermos 4G por aqui, um iPad 4 já tenha sido lançado... Mas, essa mesma conexão 4G pode ser uma das responsáveis por um aparelho um pouco mais grosso e mais pesado. Acontece que o 4G consome muito mais bateria que a conexão 3G. E, talvez, o maior peso e maior espessura do novo aparelho sejam explicados justamente pela necessidade de uma bateria um pouco maior...

Durante a semana, o Olhar Digital cobriu tudo que envolveu a chegada do novo iPad. Acesse e confira todos os detalhes! Aproveite e dê sua opinião: o que você achou no Novo iPad? Aliás, este é o nome do novo aparelho e nada de "iPad 3" ou "iPad HD", como chegou a ser especulado. Deixe seu palpite nos comentários!

Comentário da Setembro.net

Ainda desconhecemos o que acontecerá após o leilão previsto para julho deste ano para a tecnologia 4g, no entanto, já há no mercado aparelhos com este dispositivo. Alguns smartphones e tablets e até uma operadora de TV por assinatura já anunciou adquirir junto a Telebrás uma assinatura para transmitir os jogos de 2014 em HD.
Mas hoje, em março de 2012 a nossa tecnologia atual é a 3G e ela ainda é instável. Não suportando grandes volumes de informação. Dados liberados pela Anatel, mostram que as operadoras se esforçam para atender o volume crescente de usuários mas há a necessidade real de melhorias neste setor.

terça-feira, 13 de março de 2012

Projetos enquadram no Código Penal crimes cometidos pela web

As pessoas que utilizam as redes sociais na internet estão na mira dos parlamentares. Só no Senado, tramitam três projetos para adequar o Código Penal, incluindo o uso dessas ferramentas para denegrir a imagem de pessoas. Pelo menos três deles tratam especificamente da questão. Um outro projeto, de autoria da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia, foi aprovado em 2011 e está na Câmara a espera de deliberação. O projeto permite que policiais se infiltrem em redes sociais para mapear pedófilos que utilizam essas ferramentas no aliciamento de menores.

No caso de crimes como constrangimento ilegal, os senadores querem adequar o texto do Código Penal para estabelecer penas de detenção de três meses a um ano a quem usar de violência ou grave ameaça pelas redes sociais. A pena pode ser convertida em pagamento de multa. Ela é extensiva às pessoas que utilizam instrumentos da internet para reduzir "por qualquer outro meio" a capacidade de resistência de um indivíduo, forçando-o a não fazer o que a lei permite ou a fazer o que ela não manda, "inclusive por meio das redes sociais presentes na rede mundial de computadores".

Pela proposta, estão sujeitos a detenção de um a seis meses ou pagamento de multa pessoas que se utilizam da internet para ameaçar alguém por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar mal "injusto e grave". O então relator senador Eduardo Amorim (PSC-SE) apresentou parecer onde defende a necessidade de tipificação desses crimes uma vez que "multiplicam-se os processos na Justiça de pessoas que foram constrangidas e ameaçadas em comunidades do Orkut, Facebook, entre outras redes sociais". Por problemas de saúde, Amorim afastou-se do Senado e, agora, a matéria aguarda parecer do novo relator senador Sérgio Souza (PMDB-PR), na Comissão de Ciência e Tecnologia.

A matéria tramita conjuntamente com outro projeto que estende à internet crimes de calúnia, difamação e injúria praticados em redes sociais. Já o projeto de lei de autoria do senador Blairo Maggi (PR-MT), aumenta a pena para os crimes contra a honra praticados via internet e prevê um prazo de armazenamento dos dados pelo provedor dessas contas. O texto, em análise pelo relator senador Gim Argello (PTB-DF), aumenta de um terço até a metade a pena imposta para esses crimes previstos no Código Penal, quando o instrumento utilizado for as redes sociais da internet.

"A internet é um meio facilitador ¿ para não dizer covarde ¿ de propagação de uma ofensa. A calúnia, a injúria e a difamação realizadas por esse meio precisam receber maior desvalor por parte da lei penal, o que não acontece hoje", justifica Blairo Maggi.

Já o responsável pelo provedor da rede social utilizada em eventuais crimes contra a honra terão que manter, "de forma sigilosa", por dois anos, os dados de endereçamento eletrônico da origem, hora, data e a referência da hora média de Greenwich (GMT) da conexão utilizada pelo autor das declarações.

O projeto de lei proposto pela CPI da Pedofilia e aprovado pelo Senado tramita agora na Câmara. O relator da matéria na época, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), estabeleceu algumas limitações para que os policiais possam se infiltrar em redes sociais para investigar crimes contra a liberdade sexual de crianças e adolescentes. Entre elas, estão previstas a necessidade de autorização judicial; imprescindibilidade da medida, ou seja, não será admitida se a prova puder ser obtida por outros meios; requerimento do Ministério Público; dados pessoais dos investigados e sigilo da operação, entre outras.

"A infiltração é um poderoso instrumento de intimidação. Ele serve tanto à repressão quanto à prevenção. Tornada lei, a proposta criará um ambiente de dúvida e insegurança para os pedófilos, que poderão ser surpreendidos por todo um aparato garantido pelo Estado e presente no outro lado da conexão", argumentou Demóstenes Torres.

Comentário da Setembro.net

É fato que as redes sociais contribuem e muito para que cada vez mais não existam fronteiras entre pessoas e grupos de interesses em comum, mas também é fato que a cada dia que passa novos crimes virtuais acontecem. Desde coação a violência sexual, agressões verbais e infelizmente, também tem aumentado muito a pedofilia.
Numa forma de coibir e proteger nossas crianças e adolescentes, há projetos no senado federal que estabelecem limitações de uso nas redes sociais  e também admitem a infiltração de policiais nas redes sociais com o sentido de encontrar estes agressores.

Empresas usam as redes sociais para se reinventar no mercado

Livro Socialholic, dos irmãos Polo, fala da importância das redes sociais para empresas
Foto: EFE

A explosão das redes sociais na internet atrai o interesse das empresas e da figura do "community manager", uma função corporativa online, que ganha força e se configura como uma boa solução para empresas que começam ou têm que se reinventar.

Sabia que graças aos inúmeros admiradores de uma página do Facebook, a Ikea fez uma festa do pijama só para eles? Sim, a empresa sueca vem se transformando em uma das companhias mais inovadoras convidando seus fãs para lanches, massagens e sessões de manicure.

Tudo começou quando a empresa soube da existência de uma página do Facebook que foi "curtida" por 98 mil pessoas denominada "I Wanna Have a Sleepover in Ikea" ("Quero fazer uma festa do pijama na Ikea") e, para a surpresa dos usuários que se comunicavam ali, tornou a ideia possível. Foi organizado um concurso entre os admiradores e alguns foram convidados a passar a noite em uma das lojas.

Outro exemplo desta interação com os clientes foi protagonizado pela marca Levi's, que apostou em uma ferramenta menos conhecida, o Instagram, para se aproximar das pessoas. Através da hashtag "#iamlevis", a grife recrutará, entre os internautas que fizerem upload de suas fotos, os próximos protagonistas de seus comerciais.

Este é um fenômeno denominado Marketing Social Media: trata-se não só de pensar e executar campanhas diferentes, mas também de estar atento ao que acontece e escutar os clientes para surpreendê-los.
Brasil, um País bem "tuiteiro"

Entre 2008 e 2011, o número de usuários de redes sociais duplicou e 31% deles entram no Facebook várias vezes ao dia. Sete em cada dez usuários da internet móvel se conectam a alguma plataforma social através de seu dispositivo, e 29% o fazem diariamente.

Um estudo realizado pela Universidad Complutense de Madrid (UCM) junto com a empresa de consultoria de comunicação digital Top Position apontou que 97,7% dos vestibulandos espanhóis são usuários de uma ou mais redes sociais.

A análise também destacou que Brasil, Itália e Espanha são os países com maior uso das redes sociais como perfil pessoal. O Brasil, uma das maiores economias emergentes do mundo, é o segundo país que mais envia mensagens do Twitter no planeta, atrás dos Estados Unidos.

O diretor-geral da Google para a América Latina considera que a região oferece grandes oportunidades de crescimento. "Curiosamente, o usuário latino-americano hoje está mais avançado do que as empresas no uso da internet", acrescentou.

Os números falam por si e constatam que as redes sociais chegaram para ficar. Em seu livro Socialholic, os irmãos Fernando e Juan Luis Polo explicam a importância das redes sociais para as empresas no marketing atual.

Marketing de Mídias Sociais para empresas mais inovadoras

Os dois são donos da agência madrilena Territorio Creativo, empresa de consultoria de Social Media Marketing, e seu trabalho é ajudar as empresas mais inovadoras a explorar todas as possibilidades que as redes sociais oferecem.

Fazendo jus à sua filosofia e por conta do lançamento do primeiro blog corporativo sobre marketing publicado pela agência, o "eTc", (territoriocreativo.es/blog), foi cuidadosamente elaborada uma estratégia de marketing. O resultado foram 4 mil visitas na primeira semana e 200 assinaturas em dez dias, além de o número de acessos do site ter se multiplicado por dez.

Enquanto muitas empresas pensam que as redes sociais são como um "alto-falante", o importante é que sua equipe adquira o hábito de usar estas ferramentas. "É uma vantagem competitiva criar dentro da empresa um mercado das ideias", comenta Juan Luis.

Socialholic não é só o nome do livro, mas também um novo conceito com o qual os irmãos Polo denominam o consumidor atual. "Uma pessoa conectada com o mundo, ligada à atualidade, com muita vontade de compartilhar as coisas e que encontrou a tecnologia como aliada. O consumidor ganha poder e é preciso começar a investir na relação com os clientes", explica Juan Luis.

Segundo a dupla, "agora as marcas não têm mais desculpa para não escutar os clientes e agir". "Coletar pedidos, dicas, propostas e ideias que chegam via redes sociais e que podem se tornar realidade caso sejam tomadas decisões de uma maneira rápida e inteligente. Essa é uma nova filosofia, na qual é importante interagir com os usuários".

Consumidores no poder

De acordo com os especialistas, a quantidade infinita de informações disponíveis na rede e a facilidade e rapidez geradas por seu uso praticamente obrigam as empresas a serem mais transparentes. "Se o consumidor observar algo que não lhe agrada, pode expor isso na web em forma de comentário, vídeo ou fotos, o que pode se transformar no pior pesadelo para a companhia".

Os comentários dos internautas adquirem tanta importância que é possível que os consumidores sejam influenciados na decisão de compra. Segundo o Observatório Nacional das Telecomunicações e da Sociedade da Informação espanhol, 47,4% dos usuários que obtêm informações sobre produtos ou serviços se mostram "bastantes ou muito influenciados" pelo julgamento feito por outras pessoas na internet.
"É evidente que você vai confiar mais em um amigo do que em uma empresa. Isso sempre aconteceu, mas agora vemos isso na rede por meio dos comentários", comenta Juan Luis. Por essa razão, os irmãos Polo apostam na figura do "community manager", que se encarrega de cuidar e manter a comunidade de fiéis seguidores que a marca ou empresa atrair, além de ser o elo entre as necessidades deles e as possibilidades da companhia.

"Para isso, deve ser um verdadeiro especialista no uso das ferramentas de Social Media", explica a dupla. Há empresas líderes que estão formando seus empregados para que possam falar por elas, em vez de estabelecer interlocutores oficiais. Segundo os autores de Socialholic, o objetivo é conseguir com que toda a empresa seja um "community manager".

A importância das redes sociais é evidente, mas há muitas empresas que se mantêm reticentes à mudança e encontram barreiras que as impedem de explorar esse novo horizonte. Juan Luis considera que o principal obstáculo é fazer com que a companhia compreenda o que os meios sociais podem fazer por sua rentabilidade, produtividade e competitividade.

"Somos especialistas em ajudar esse tipo de empresas. É preciso fazer isso de dentro, levando em conta que em muitas delas há funcionários que talvez não saibam se relacionar em comunidade. É preciso ensiná-los a fazê-lo e criar equipes", explica.

Para isso existe uma infinidade de ferramentas, como portais internos, com os quais os empregados podem se comunicar entre si, opinar, apresentar novos aprendizados. Aprender a denominada "gestão do conhecimento" é bastante importante. "É um processo longo que requer o envolvimento de toda a companhia", reforçam os irmãos.


Comentário da Setembro.net

Já não há fronteiras para o mundo, e os empresários estão cientes disto. Hoje se compra e se vende tudo pela internet e é pela internet também que se busca novos clientes e usuários de produtos e serviços. Quem está de fora desta onda, perde um percentual considerável de vendas. Não importa a sua estratégia de relacionar-se nas redes sociais, saiba que  quem tem seguidores acaba fazendo amigos e também bons negócios.